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  • Clay Gonçalves

Se o coronavírus não te adoeceu, ele te empobreceu!

Já não se trata de uma novidade o fato de que o novo coronavírus é uma ameaça à saúde da população mundial. No momento em que escrevo esse texto, já são 96.938.729 casos e 2.077.005 mortes por Covid 19 no mundo. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde em https://covid.saude.gov.br/ são 8.638.249 casos e 212.831 óbitos.



Muitas famílias tiveram que lidar com a morte de, por vezes, mais de um de seus entes por conta desta infecção. Muitos dos que superaram a morte, ainda assim tiveram que lidar com internações muito sofridas e regadas de incertezas.

Sem dúvida, essas dores não devem ser, e nem serão, desimportantes.

Não bastasse todo o sofrimento através do risco à saúde, todas as economias, em menor ou maior grau, tiveram um preço a pagar.


Você já parou para pensar como esse preço chega no seu bolso? Ele chega!


A economia funciona sob uma lei de oferta e demanda: alguém vende aquilo que alguém precisa. Seja um serviço, seja um produto, o dinheiro se movimenta nessas duas direções. Em março de 2020, com o alto risco de contaminação e a total falta de entendimento sobre o mecanismo infeccioso do vírus, aliados ao risco de sobrecarga no sistema de saúde, a única forma eficaz de conter esse vírus foi o distanciamento social, o que gerou a repentina cessação de muitos serviços e produtos não essenciais.

De repente não se viaja mais, de repente não se vai mais à shows e espetáculos, de repente não há mais shoppings abertos, de repente não se janta fora mais, de repente não há mais reuniões em família e amigos, churrascos, festas de aniversário... De repente a profecia do cantor Raul Seixas em “O dia em que a Terra parou” se tornou verdadeira.


E quando a terra parou, a economia parou, o desemprego chegou...


É aqui que todos nós, inclusive os que estão empregados, são afetados. Toda essa crise gerada a partir de uma crise sanitária afeta o seu bolso, porque ela afeta a riqueza da sua Cidade, do seu Estado e do seu País.


A economia, como uma grande engrenagem, tem todo o sistema comprometido se uma das rodas não está bem encaixada. Se uma empresa tem sua atividade impactada, seus funcionários deixam de ter trabalho, por consequência o supermercado vende menos, a padaria vende menos, a loja de roupas vende menos. Todos esses estabelecimentos também empregam outras pessoas, que consumirão menos... Se eu continuar esse desenho, o texto não acaba.

Toda essa cadeia econômica abalada elevou a inflação e, principalmente, os preços dos alimentos foram extremamente afetados, mas você descobriu isso nas compras no supermercado... E isso certamente te afetou!

Você consegue perceber como um fato pode mudar todo o seu entorno? Seja para melhor, seja para pior... É o tal “efeito borboleta”. Se você ainda acredita que tudo isso não passa de uma "gripezinha", reflita um pouco mais pragmaticamente, pois essa "gripezinha" já dura um ano e afetou o Brasil muito intensamente. Vivemos um retrocesso econômico.

Diante dessa situação, acredito que este não é o momento de nos colocarmos em torcidas de vieses políticos, e nem de acreditar que Governadores e Presidente fazem todo o trabalho sozinhos. Quem sabe esse não seja o momento em que nós devemos fazer de fato a nossa parte, já que pensar coletivamente é pensar em você, no seu bolso e no seu conforto.

Imagine se todas as pessoas que lerem esse texto já conseguirem evitar uma saída de casa desnecessária? Certamente isso já impactaria na retomada econômica.

A minha esperança é de uma rápida recuperação ainda em 2021, torço pelo melhor para o nosso país e faço a minha parte!

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